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Archive for maio \29\UTC 2010

Eu sou um apaixonado pelo gênero narrativo, isso é um fato. Independente da manifestação, seja um texto, uma crônica, um conto, uma música, um filme, um jogo de RPG,  ou até mesmo uma imagem (ou todos combinados), eu adoro o gênero narrativo e tudo que ele implica. É por isso que quando ele é mal empregado eu fico muito p***. E é isso que tem acontecido demais.

Poucas horas atrás eu acabei de ver o último episódio do arco televisivo de um anime novo que me cativou: Bakemonogatari. Digo televisivo por que ele ainda continuou mais três episódios, só que estes exibidos pela internet. No final, a série baseada em uma light novel (ou uma série, não sei) homônima totaliza quinze episódios de vinte e cinco minutos, mais ou menos. Inteligente, rápida, complexa e madura, ela me cativou pela franqueza dos produtores e do autor de, mesmo percebendo o sucesso estrondoso que produziu (parece que os blu-rays no Japão estão vendendo menos só do que Michael Jackson’s: This is It e Evangelion remake), não tentar continuar a história de uma maneira forçada para lucrar um pouco mais com uma série que já deu aquilo que tinha que dar. E espero sinceramente que continue assim.

Porém, como temos visto com repeição ad infinitum no mercado cultural moderno, existe uma espécie de mandamento que diz:

Não pararás de atirar na vaca que sabes que não vai morrer

Uma alusão meio babaquinha a “Eu, Eu Mesmo e Irene”, mas é mais ou menos isso mesmo. Exemplos não acabam: Naruto, por exemplo. No começo, era bem maneiro, eu achava muito legalzinho mesmo (aliás, foi o cenário que eu e meu vizinho usamos para começar nossa primeira campanha grande de RPG), mas depois começou a fazer sucesso demais. Resultado: temos aí um novo arco de história, fraquinho, o protagonista envelheceu para renovar o espírito de frescor muito mascarado, vários personagens novos mas a mesma história. Bleach, então? Eu quase me matei, mas vi a saga Bount inteira, só para dizer que eu vi mesmo (orgulho otaku é foda), e já desisti de prosseguir com a saga Arrancar, que só faz enrolar com a cara do coleguinha que está assistindo. Fullmetal Alchemist? Eu apenas leio o mangá, mas pelo que me disseram, depois que acabou o anime, fizeram uma pseudo-releitura em HD chamad Brotherhood que é uma desgraça. Posso ser tendencioso, mas creio que isso não é uma coisa nova: Dragon Ball começou a modinha (deve ser mais velha no ramo dos animes, mas este é o mais velho que posso rrecordar agora). Z, GT, remake em HD, é tudo a mesma desgraça.

Mas, colocando os produtos nopônicos de lado, o esgotamento narrativo tem se tornado uma crueldade muito popular no ocidente também. Filmes com continuações desnecessárias como MIB e similares me partem o coração. Após a blasfêmia de Crepúsculo (que aposto dez por um que já foi um plágio de uma melosidade pseudo-vampírica menos popular), vieram milhões de abutres para comer carniça no mesmo nicho: Vampire Diaries, True Blood, etc, etc, etc… Me contento em chorar pela alma de Bram Stoker, que deve estar se revirando no túmulo até agora (que nem John Lennon, depois da propaganda do Itaú).

Sou completamente tendencioso para falar, pois cresci numa família muito crítica, mas creio que é assim que deve ser. Depois das minhas inúmeras decepções com animes, comecei a optar por séries já concluídas ou com número de episódios definido e limitado, girando em torno de 25 a até 50 episódios, no máximo. E este foi um período de felicíssima fartura em cultura de boa qualidade. Eu vi Shigurui, um anime que transcende os padrões antigos de violência e perversão explícitas com uma beleza e suavidade poéticas. Eu estou quase acabando de ver Last Exile, um anime de ambientação Steampunk incrivelmente bem animado e produzido. Eu comecei a ver um conjunto de OVAs chamado Karas, que embora eu tenha visto muito pouco, promete coisas muito boas. Eu vi Soul Eater, que embora meio bobinho no começo, tem uma história muito bem amarrada e um traço agradabilíssimo, muito bom para se ver no domingo de manhã, sem compromissos. Eu vi Hellsing, Mushishi, Paranoia Agent, Peace Maker Kurogane, Samurai Champloo, Death Note e minha musa inspiradora, Bakemonogatari. Oh, sweet state of bliss! Foi nas animações limitadas que eu encontrei a alegria e a satisfação de consumidor contumaz do gênero narrativo. E não pretendo sair daqui tão cedo. Sim, eu tenho lido muitas coisas que não prometem parar tão cedo como a figurinha carimbada de D. Gray-Man, o ero-gore-kickass Highschool of the Dead e o sublime na inventividade Deadman Wonderland. E não poderia estar mais satisfeito em esperar o retorno destes de seus hiatos (na verdade, DW foi censurado no site de onde um leio). Se puderem, meus caros 1d4 leitores, leiam pelo menos um (ou, de preferência, todos) dos títulos que eu citei neste artigo. Vai fazer bem para o enfado que creio que a maioria de vocês deve estar sentindo, como eu do nosso Esgotamento Narrativo.

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Video do Caramba

Ri demais. Impossível comentar. Vejam por si mesmos. Uma das melhores interpretações do tema de Star Wars que eu já vi.

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Um dos meus gêneros de humor on-line favoritos. Sendo um grande fã da obra de Howard Phillips Lovecraft, eu não pude evitar de fazer isto.

Clique para aumentar. You know the drill.

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Romantismo Indianista

Em uma manhã inocente, cerca de 46 alunos tentam se concentrar neste assunto interessantíssimo. Mas é impossível fazer isso ao lado de um panorama maravilhoso que se abria à sua visão: piadas babacas em cima de um cartão com a foto de um bebê. Inutilidade? Com certeza. Défcit de atenção? Muito provável. Crueldade? Eu não duvidaria. Mas os resultados falam por si próprios: ficou um pouco engraçado.

 Estas interpretações foram feitas por mim, seu fiel, redator “à tôa”.

Esta foi uma produção comunitária: vários colegas colaboraram com sua própria impressão sobre a obra. Eu chamaria de “Obra conceitual cooperativa avant garde“.

E esta é simplesmente a minha favorita! A expressividade dos olhos, os detalhes, o uso magistral das cores! A completa falta de necessidade de uma legenda é a prova de que minha amiga que fez esta releitura tem talento. E para os mais “lentos”, darei uma dica: quando este pimpolho cerscer, ele será uma mistura de Dexter com tudo aquilo que um certo vampiro bioluminescente pop queria ser mas não consegue.

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Como sou jogador de RPG há cerca de seis anos aproximadamente, posso dizer que já passei por mesas bem difíceis, como mestre e como jogador. Especialmente como mestre, pois foi um dos meus principais papéis ao longo deste tempo.

A minha mesa principal vai fazer cinco anos em breve (talvez seis, não me lembro bem) e está na ativa até hoje. Farei um post sobre isto em breve. Mas, enfim, neste seis anos, aprendi muitas coisas sobre o funcionamento do RPG, várias delas da maneira mais difícil. Não é boa a sensação de que não há absolutamente ninguém se divertindo na mesa, e que seu trabalho (ou falta dele), caiu no fenômeno chamado “Caotiqueira”.

O termo, se não me engano, eu vi ser empregado pela primeira vez por um outro blogueiro RPGista que eu admiro muito, o Tio Nitro do Nitro Dungeon. passando para termos mais simples, é a falência da unidade estrutural do enredo, quando a história passa a não fazer nenhum sentido e parece que vários elementos como NPC’s e eventos caíram ao melhor estilo Deus Eex Machina, ou seja, do nada.

Não muito tempo atrás, uma pseudo-campanha minha caiu neste fenômeno horrendo. Era uma One-shot que deu certo, o sistema era uma versão simplificada de Call of Cthulhu, e o cenário era um petardo. nada poderia dar errado.

Em uma tarde fatídica, metade da mesa cancelou em cima da hora. Merda. Como os outros jogadores, todos eles iniciantes que jogavam pela primeira vez (exceto um amigo meu que veio para me auxiliar nas explicações e agir como um “NPC/PC”), e estavam ampolgados pois até aquele momento tudo correra muito bem. Eles queriam fazer alguma coisa, e eu sem planejamento algum, resolvi dar alguma coisa para eles jogarem: uma aventura de Paranóia, o clássico comédia veio bagaray.

Pare a história! Viram? Aí está minha primeira falha, eu não planejei esta aventura. Para ser completamente sicero, confiei demais em mim mesmo e acreditei que seria capaz de fazer a aventura à medida que ela se desenrolasse. Aprendi minha primeira lição do dia: RPG exige um mínimo de preparo. Não dá para simplesmente sentar e falar e esperar que o espírito de Virgílio te ilumine. Paragon Fail.

Depois, a história que eu esperava deu errado, pois os jogadores tomaram todas as decisões que eu não esperava que eles tomassem. Eles não tinham medo do Sistema. Eles perguntavam porque não poderiam atravessar a porta da direita. E quando eu matava o personagem deles, zap! “Era só um clone mesmo…”. Fiquei, como todos os outros namesa, completamente desmotivado, e agora eu introduzo outra coisa que eu aprendi: RPG exige um mínimo de paixão e vontade para ser jogado. Haha! Entendem o que eu quero dizer?

Como qualquer outro gênero narrativo, RPG exige planejamento, boa vontade e paixão. Ele não vive apenas de fichas, dados e anões com machados grandes vorpais +5. Como escritor amador, eu deveria saber disso há muito tempo. Mas não sabia, ou não queria aceitar o fato de que eu não sou capaz de me adaptar a absolutamente qualquer mesa, tema e situação. É, foi isso mesmo.

Espero que este post tenha ajudado a outros mestres e jogadores que se encontraram neste situação (ou vão se enconbtrar algum dia), porém, existem situações nas quais sempre tem um jopgador espertinho que avacalha tudo *lembranças furiosas* . Para estas situações eu guardarei a seção dos comentários e, se possível, postarei outro post assim que for possível.

Até lá, vão pela sombra, meus caros 1d4 leitores.

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Meu senso de humor sofre críticas diariamente. Admito, posso não ser sempre o cara mais engraçado do mundo, mas, fazer o quê?

YOU’LL BE THE JUDGE!!! *cara de mau*

 

Isto, para quem não sabe, é um “Pôster Motivacional”. Existem literalmente milhões deles na internet, muitos deles já me fizeram LMAO (Laugh My Ass Off, ou “Rir até não aguentar mais”, numa tradução politicamente correta).

Este eu fiz quando estava ainda aprendendo a usar alguns dos recursos do Paint, que, como eu descobri, não é completamente inútil. Critiquem, riam, chorem, explodam o bunker embaixo do bunker com a Ex-esposa (piada Nerd… ou quase?), enfim, façam o que um leitor de blog deveria fazer… além de ler.

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E agora, uma resenha que você já deve ter visto 500 outras iguais ou semelhantes – mas todas babando ovo pro Tim Burton ou pro Johnny Depp.

Resumir o filme em uma palavra é difícil – qualquer filme é. Mas se eu tivesse de fazê-lo, a melhor palavrea que eu poderia escolher é: PREVISÍVEL.

Muitas fangirls neste ponto já devem estar saindo do blog, desligando o computador ou pulando toda a matéria para ir escrever logo um comentário furioso me criticando. É compreensível. Porém, não quero dizer que o filme seja ruim: muitas pessoas confundem uma crítica construtiva com uma crítica depreciativa. Era assim no passado, é assim hoje, sempre será assim, pois é da natureza humana julgar superficialmente.

Voltando à minha resenha, quero esclarecer novamente que eu não deixei de gostar do filme, é um filme sim bem interessante, mas sofre de um mal que vem, de uns tempos para cá, “devorando” a produção cultural moderna: a tecnologia.

A tecnologia traz avanços para a humanidade, cura doenças, resolve problemas e cria a internet, mas para cada problema que solucionamos, surgem outros tantos a serem solucionados. Esta é a razão de ser e o próprio combustível da Ciência. Quantos males não criamos no laboratório, quantas formas inventivas não descobrimos para matar outras pessoas, quantos crimes não são agora facilmente perpetrados através da internet, desde roubos até pedofilia?

A produção cultural padece do mesmo mal há muito tempo. Na música, na arte, no cinema. Beethoven, Bach, Rachmanioff, Pachelbell (perdão se eu tiver escrito o nome de alguém errado) e muitos outros dispunham de um piano, papel, caneta e os próprios ouvidos e mãos. São cultuados até hoje, embora meio esquecidos pelos jovens. Black Eyed Peas, por exemplo, dispõem de sitetizadores, computadores, mesas de áudio de vários canais, samples e o cara*** a quatro. gastam alguns segundos inventando uma frase/refrão que será repetida à exaustão e colocam por cima de uma batida feita no computador por um sintetizador, colocam na internet para download e ganham milhões. Permanecem na Billboard por alguns dias, tiram férias e vão para Mônaco, compram uma Lamborghini, bebem champagne e repetem o processo daí algumas semanas. e chamam isso de música, de arte. Faz-me rir, não suaram por nada.

Avatar, o novo sucesso babilônico de James Cameron, colocou sabe-se lá quantos zeros numa equipe de animadores de ponta para produzir personagens e cenários deslumbrantes em 3D. Sucesso nesta tarefa? Com certeza, o resultado é de fato deslumbrante e eu mesmo fiquei embasbacado em vários momentos. Mas e quanto ao roteiro? Um homem não vive de pão e água, uma mulher não vive de amor, um filme não vive de efeitos especiais. O filme, bem como qualquer coisa que tenha a pretensão de responder pelo título de “arte” deve ter VIDA, deve ter a essência, o sangue e o suor de quem o fez. No mínimo.

Alice in Wonderland, igualmente se tornou um espetáculo visual. Tim Burton não perdeu a mão: continua guiando os atores com maestria, sempre com câmeras, iluminações e transições sublimes. Johnny Depp, embora não muito versátil por sempre tender ao protagonista perturbado por um passado desagradável e um presente não muito promissor (quase sempre levando a um desvio mental sútil porém significante), continua o mestre em sua área de atuação. Mas a falta de um roteiro competente e a presença física de um verdadeiro ator dói em mim do mesmo jeito que Avatar.

Sou um filho do fim do século XX, testemunha do século XXI, mas fui criado com um laço estreito com cultura “Clássica”. Nem mesmo todos os Na’Vi juntos chorando e morrendo durante a cena da queda de sua árvore-casa em Avatar me comoveu tanto quanto o desfecho sútil de “Melodia Imortal”, um belíssimo filme de George Sidney filmado em 1956. As novas versões de “Dr. Doolittle”, “Viagem ao Centro da Terra” e “Volta ao Mundo em 80 Dias” parecem paródias de péssimo gosto ao lado de suas contrapartes antigas. Quase todas com Orçamentos que dificilmente atingiam 500 mil dólares. Os filmes, naquela época, se tornavam cânones por conta do talento de seus atores e diretores, não pela eficiência da equipe de efeitos especiais. Não que a equipe de efeitos esfeciais não seja importante para o filme, pois é fundamental, mas é porque sinto que a atuação e o roteiro estão passando a assumir um segundo plano. Alice não me surpreendeu. Nem Avatar.

Será esta uma mudança decorrente à evolução da raça humana? ou estamos no caminho contrário? Será que estou fazendo tempestade em um copo d’água? Desperdiçando meu tempo, bem como o tempo de meus 1d4 leitores? Ah, quem há de segurar a verdade mesmo… este é um breve quadro exibindo aquilo que, aos meus olhos, é a verdadeira “angústia fáustica”. Goethe já via (ou previa, ou revia) isto quando escreveu “Fausto”.

Mas, afinal de contas, não ouso concluir nada, pois sei que não estarei sendo completamente preciso. Comentem e dêem asas ao Caos da Polêmica!

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